3 destinos de Inverno na Grande Florianópolis
Quando o friozinho chega por aqui, as praias dão um tempo — mas a Grande Florianópolis não para. Pelo contrário: é no inverno que a região revela um outro lado, menos conhecido e tão bonito quanto o litoral. A poucos quilômetros da Ilha da Magia, existe um cinturão de montanhas, águas termais e plantações de morango que parece pertencer a outro estado, mas está ali, a um pulo da capital.
Se você já esgotou o roteiro de praias e quer uma desculpa boa para sair de casa nos dias mais frios, separamos 3 destinos da nossa região que merecem (e muito) um lugar no seu roteiro de inverno. Vem com a gente conhecer alfredo wagner, Santo Amaro da Imperatriz It is Rancho Queimado.

Alfredo Wagner: trilhas, clima de serra e a força do Soldados Sebold
alfredo wagner fica a cerca de 100 km ao oeste de Florianópolis e é uma das paradas mais surpreendentes para quem busca natureza de verdade na Grande Floripa. O município está próximo à região serrana catarinense — não chega a fazer parte da serra propriamente, mas herda dela justamente o que muita gente vem buscar no inverno: um clima mais seco, mais fresco, com aquela sensação de friozinho de montanha que contrasta com os dias de calor da ilha.
E o point que resume bem esse espírito é o Sebold Soldiers, um conjunto de formações rochosas em meio a uma área de difícil acesso e isolada, cercada por natureza. O lugar é destino certo para quem gosta de hiking, trekking, mountain bike e até trilhas 4×4 — só que vale o aviso: não é um passeio para qualquer dia ou qualquer pessoa. Existem 2 formas de chegar até lá: uma trilha de cerca de 6 km a pé, ou uma estrada com subidas bem íngremes, recomendada apenas para veículos com tração nas quatro rodas.

Quem encara a caminhada até a base dos Soldados Sebold pode aproveitar para conhecer também o Lajeado Canyon e a Cascata das Andorinhas — e os mais preparados fisicamente ainda arriscam a Trilha do Mirante Arranha-Céu, com vista de tirar o fôlego (literalmente, depois da subida).
A dica de quem cuida do local é clara: vale a pena sair em um dos passeios guiados oferecidos por lá, em vez de se arriscar sozinho. E claro, nunca faça a trilha à noite ou sem companhia.
No fim das contas, vale lembrar: o frio por aqui rende ótimas histórias, mas pede preparo. Leve roupas em camadas, calçado fechado e — se a ideia for enfrentar os Soldados Sebold — disposição física de verdade. A recompensa é um cenário que parece ter saído de um livro!
Santo Amaro da Imperatriz: o inverno pede água termal
Se Alfredo Wagner é para quem quer suar a camisa no frio, Santo Amaro da Imperatriz é o oposto — e, no inverno, talvez seja exatamente disso que você precise. A cidade fica a apenas 35 km ao sul de Florianópolis e é conhecida há quase dois séculos por suas águas termais terapêuticas, motivo mais do que suficiente para incluir o município no roteiro quando o termômetro cai.
A história por trás dessas águas é quase um conto à parte: ainda no início do século XIX, o Rei João VI decretou a construção de um hospital na região, dando origem ao que se tornaria a primeira Estância Termal do Brasil. Décadas depois, em 1845, o próprio Dom Pedro II e a esposa, Tereza Cristina, visitaram o local — e a imperatriz chegou a assumir o título de protetora do então Hospital de Caldas do Cubatão, doando seis banheiras de mármore Carrara que, acredite, continuam em uso até hoje no Hotel Caldas da Imperatriz, a herdeira direta dessa história centenária.

E é justamente aí que está a grande experiência de inverno em Santo Amaro: mergulhar em uma água naturalmente aquecida, vinda das profundezas da terra, enquanto o ar frio da manhã faz aquele contraste gostoso na pele. É o tipo de programa que funciona tanto para quem busca relaxamento puro quanto para quem quer unir o banho termal a um dia cheio de aventura — porque a cidade também é point de rafting, trilhas, paragliding flights It is balloon rides, para quem prefere ver a Grande Floripa lá do alto.

Vale dizer que Santo Amaro da Imperatriz tem vida própria além das termas: o calendário da cidade inclui o Stammtisch, em julho, o CTG Boca da Serra International Rodeo e a tradicional Feast of the Divine Holy Spirit — boas desculpas para esticar a visita e conhecer um pouco mais da cultura local enquanto o corpo descansa nas águas quentes.
Rancho Queimado: cabanas, neblina e a Capital Catarinense do Morango
Fechando o trio, Rancho Queimado é provavelmente o destino que mais combina com a palavra “aconchego”. Localizada a 68 km ao oeste de Florianópolis, a cidade nasceu como ponto de parada para os tropeiros que cruzavam o interior catarinense rumo à capital — e até hoje carrega esse espírito de pousada de estrada, só que em versão turismo de montanha.
O título que a cidade ostenta com orgulho é “Capital Catarinense do Morango”, e não é força de expressão: a produção da fruta é parte essencial da economia e da identidade local, com destaque para o Strawberry Park como uma das atrações mais procuradas por quem visita a região. No inverno, a combinação de clima frio, neblina e morangos fresquinhos direto do produtor cria um cenário quase cinematográfico — daqueles que pedem foto e um bom casaco.

Para hospedagem, Rancho Queimado é conhecida pelas cabanas e chalés espalhados pela paisagem rural, perfeitos para quem busca aquele inverno de lareira, neblina na janela e silêncio das montanhas — sem precisar viajar muito além da Grande Floripa. Além do clima e da gastronomia, o município também guarda história: vale visitar o Viewpoint of Serra da Boa Vista (o Morro Alto da Boa Vista), a Cascata Trisãmya, the Museu Casa Hercílio Luz — antiga residência de campo do ex-governador catarinense — e o Monument to the Muleteer, em homenagem a quem deu origem à cidade.
É o tipo de passeio ideal para um fim de semana mais lento: sair de Floripa de manhã, almoçar, passear pelas propriedades de colha e pague de morango e voltar com as bochechas coradas de frio e o carro carregado de geleias!
Por que vale sair da ilha no inverno
A grande beleza desses 3 destinos é que eles mostram uma Grande Florianópolis que poucos turistas conhecem: a da montanha e do interior, a menos de duas horas da orla. Enquanto o verão é território das praias, o inverno por aqui pertence às trilhas desafiadoras de Alfredo Wagner, ao vapor das águas termais de Santo Amaro da Imperatriz e às cabanas cercadas de estufas de morango em Rancho Queimado.
Se você está organizando uma viagem para a região nos próximos meses frios, vale reservar pelo menos um dia para cada um desses municípios — ou, se o tempo permitir, encarar os três em um roteiro de fim de semana prolongado pelo interior da Grande Floripa. O friozinho aqui não é motivo para ficar em casa; é convite para descobrir o que existe além da praia.
Quer mais inspiração para planejar sua passagem pela Grande Florianópolis? Continue explorando o nosso site para descobrir onde ficar, o que comer e quais eventos estão na agenda de cada uma dessas cidades antes de fazer as malas.

